Ata de 26 de Maio de 2012

26/05/2012

Convocada para ter inicio às 10:30, iníciou-se às 10:40, com um número significativo de proprietários. Os assuntos da pauta foram escolhidos pelos associados e pelo Conselho Gestor, sendo o primeiro referente à comunicação da reunião da AMDA a ser realizada com o grupo de brigadistas, cujo treinamento será feito pelo Corpo de Bombeiros no Bosque do Jambreiro, quarta feira às 19 horas. Alison disse que esta parceria é muito importante porque possibilita acesso à ajuda extra, em caso de ocorrência de incêndios mais graves. O informe seguinte referia-se à reclamação dos moradores do JP quanto à  cobrança feita junto ao IPTU de uma taxa de coleta de lixo, sendo que este  serviço tem sido oferecido pela prefeitura de NL, mas parcialmente, isto é, apenas em três pontos da Av. Morro do Pires. Pedro disse que encaminhará à Prefeitura  argumentação contra esta cobrança, mostrando a discrepância da situação, pois a coleta não é domiciliar no Bairro. O relato seguinte referiu-se ao encontro sobre o tema Pedofilia, no qual estiveram presentes o síndico do JP, Pedro Serpa, e Cristina Cunha, moradora do bairro. Pedro informou que foi um encontro muito interessante, realizado no dia seguinte a um seminário ocorrido sobre o mesmo tema, quando os representantes de orgãos oficiais que, de alguma forma cuidam do problema, marcaram presença, relatando suas propostas e experiências. A palestra do dia 19 de maio, realizada na sede da Associação do JP por Rosilene Cruz  do Juizado da  Infância e da Juventude de Minas Gerais, foi de excelente qualidade. Constatada pequena participação dos proprietários, em contrapartida a uma maciça presença dos trabalhadores do bairro. Ao final da palestra foi sugerida a criação de um núcleo de mulheres para discussão dos problemas vividos por elas. Informou-se a seguir que a Policia Militar esteve na Associação para levantar as demandas do Bairro quanto à segurança, oportunidade em que foi estabelecido com eles um esquema de policiamento eventual em toda sua extensão. O informe que se seguiu referia-se à construção de fossas sépticas. Para iniciar a apresentação deste tema, Pedro lembrou da contradição que existe nas pessoas que optaram por morar em um local como este, que se caracteriza pela preservação da natureza,em não se importar em construir fossas negras, que sabidamente contaminam o lençol freático. Dalma discorreu sobre o projeto da EMATER para construção de fossas sépticas e a simplicidade do sistema, o que viabiliza a adesão de todos, que ainda não as fizeram. Apresentou a seguir o orçamento para esta construção, enfatizando a facilidade e o baixo custo da mesma. Fábio Brito lembrou que existe outro modelo de fossa séptica desenvolvido em Campinas, que poderia tambem ser adquirido por proprietários interessados. Dalma falou então da campanha para construção de sete fossas sépticas na região da Porteira Dágua, com o objetivo de proteger as nascentes que passam por lá e que estão sendo contaminadas com a presença de fossas negras. Falando sob a captação das nascentes empreendidas pelos moradores dos JP, Pedro lembra  que aqueles que acreditam que ao fazerem isto estão obtendo uma água limpa, podem estar colocando sua saúde  em risco. Comoa questão da água e do esgoto são problemas muito sérios,  houve a sugestão de que fosse feita uma reunião específica para discussão deste tema. Reginapediu a palavra e falou de sua preocupação com moradores que têm construído cercas muito fechadas circundando todo o terreno, impedindo a circulação de animais que moram na mata. Disse que na casa dela, quando a comprou já havia um muro fechando a propriedade e, comoela tem cachorros, mantém esta construção, apesar de se preocupar com a situação. Depois destes informes foi apresentado o ponto de pauta: aumento da contribuição mensal dos associados. A partir desta colocação houve uma grande discussão das pessoas falando que o valor já está alto e que antes de aumentar a contribuição dos adimplentes, seria necessário conseguir que os não pagantes se tornassem adimplentes. Falou-se da segurança no bairro, que esta estaria sendo trabalhada através de contatos feitos com a polícia de NL Também se falou do trabalho dos porteiros, que estaria deixando a desejar, que estão precisando de melhor treinamento, quando Cristina Cunha informou que este treinamento poderia ser solicitado à Polícia Militar. Luiz Seara fez uma exposição histórica sobre as portarias do bairro e falou que para melhorá-la é necessário primeiro se estabelecer o que se quer destas portarias. Pedro lembrou que em alguns momentos foi preciso armar os porteiros, como no caso do enfrentamento aos motoqueiros. Luiz insistiu que se faz necessário uma melhor definição dos objetivos destas portarias. Durante esta discussão surgiu a questão de colocação das câmeras de monitoramento nas portarias, quando uma grande discussão se seguiu com posições a favor e contra esta medida. Sávio disse que qualquer assunto colocado em discussão não é necessariamente para se definir a favor ou contra, mas para que haja discussão sobre o tema e só depois, a definição do sim ou do não surgiria numa votação. Opinou que a segurança eletrônica é muito boa, mas que ela não é garantia contra  um grande assalto. Giovani lembrou que o momento de uma reunião é também uma oportunidade para se expor as opiniões. Um morador presente relatou que um vizinho seu tem dado tiros e pede orientação quanto ao que fazer. Foi orientado que deve por ocasião deste fato, telefonar para a polícia e fazer a notificação, gerando um BO. Pedro informou que, como a colocação das câmeras já foi votado em Assembleia anterior, no mandato da Edymar, constando do Regimento Interno ,estas devem focar as placas dos carros que chegam ao Bairro. Para evitar uma discussão tão acirrada, como a que estava ocorrendo, Giovani sugeriu que os temas fossem discutidos e pesquisados antes, para só depois ser levado em plenárias para as decisões. Embora a decisão sobre o aumento da mensalidade não tivesse sido decidido, introduziu-se o tema da necessidade de acesso à internet no bairro. Foi então sugerida a criação de um núcleo para dar encaminhamento à questão. Foi dito que o cabeamento da CEMIG-TELECOM já passou pelo bairro, mas não beneficiará o JP. Giovani disse que não se pode desistir desta possibilidade, mas continuar  buscando solução para o problema. Vilaça informou que tentou um contato com a CEMIG-TELECOM (Algar) conversou longamente com o diretor Ênio, que informou não estar o JP no projeto, mas que na segunda etapa tem-se que esperar e acompanhar, para incluir o Bairro. Giovani sugeriu que a cada 15 dias, durante as reuniões do Conselho Gestor, deve-se discutir os problemas nomeados nesta Assembleia. Foi abordada a seguir a necessidade de sinalização na pista de asfalto a ser construída e nas já existentes com o calçamento, que lembrassem também da proibição do desmatamento, da retirada de plantas na mata, e finalmente, que as placas existentes fossem recuperadas. Pedro informou que vai ser tentado junto à Prefeitura uma parceria para a solução desta questão. Caso não se consiga, a própria Associação cuidará do problema. Voltou-se então a objetivar o tema reajuste, quando Luiz Seara disse que gostaria primeiro de saber quantos não estão pagando. Pedro informa como está a situação e novamente há uma discussão acalorada sobre como tornar os inadmiplentesem adimplentes. Sugestões de toda ordem para resolver a questão surgiram. Cristina Cunha, Roney Bernardes e Luiz Seara, advogam as cobranças e o não aumento da mensalidade. Pedro volta a informar todas as medidas já tomadas para isto e a Assembleia estava se esvaziando, quando Cristina Cunha argumentou não ser mais possível votar o aumento, dado o número reduzido de presentes. Silvéria pediu a palavra e disse não compreender como justamente aquelas pessoas que já participaram anteriormente da diretoria da Associação e que tinham lutado diretamente para a solução deste problema, sabedoras portanto da dificuldade que isto representa, além de que, como cidadãos saberem que o preço de todos os valores aumenta a cada ano e que já havia dois anos que o valor da contribuição não tinha se alterado, não serem capazes de compreender a necessidade do reajuste. Roney falou então, que a correção da contribuição é correta, mas que é prudente um provisionamento dos custos da Associação. Vilaça lembrou que a cobrança dos inadimplentes necessita de medidas pedagógicas, votadas em Assembleia e que seria bom fazer um documento planejando as cobranças. Mesmo com a Assembleia esvaziada considerou-se a necessidade de colocar em votação o aumento da contribuição e votou-se os valores de R$98,00 para os proprietários possuidores de casa e R$65,00 para aqueles que só têm lotes, mantendo-se inalterada a contribuição já paga para o calçamento. O resultado mostrou 20 votos à favor, 02 contra e 01 abstenção. Após esta votação Regina pediu que fosse mudado o critério de cobrança e Luiz Seara afirmou que, com este aumento do pagamento, haverá também o aumento da inadimplência, iniciando-se uma nova discussão sobre os motivos porque uma pessoa decide não pagar a contribuição à Associação. Robertinho reclamou da qualidade das obras feitas até agora, que embora tenha um preço elevado, não terão durabilidade necessária da formacomo estão sendo feitas. Sávio respodeu que a comissão de obras, criada recentemente, se encarregará de investigar a qualidade dos serviços, fazendo incluir no mesmo, a amarração das bordas laterais e a drenagem das águas pluviais. Sugeriu-se então que todo o calçamento já concluído seja corrigido, antes que novas frentes sejam abertas e para que não se perca o já investido. Pedro informou que um novo calceteiro foi consultado, mas que este mostrou-se com pouco conhecimento. Este novo profissional cobra R$5,00 por metro quadrado e poderia ser experimentado. Alegou-se que a pedra doada pela Prefeitura está em desacordo, são pedras sem pontas, que é diferenciador rudimentar, em relação às pedras próprias para este tipo de serviço. Sugeriu-se então a interrupção do calçamento até solucionar o problema da amarração, do escoamento das águas pluviais e dos meio-fios. A Assembleia foi encerrada as 13 horas.

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